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Que vacinas existem

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A quantidade de anticorpos produzidos pela vacina ou pela doença natural vai diminuindo ao longo do tempo. Apesar disso, podemos geralmente contar com a memória imunológica para que este nível de anticorpos suba rapidamente ao entrar em contacto com o microrganismo. Nalgumas doenças é necessário ter um nível alto de anticorpos para haver protecção. Este problema tem particular importância no caso de doenças em que o tempo entre o contacto com o agente infeccioso e o aparecimento da doença é curto, havendo toda a vantagem em ter de antemão um nível elevado de anticorpos, para evitar que surjam manifestações da doença antes de o sistema de memória imunológica ter tempo de promover a produção de anticorpos em quantidade suficiente. Nestes casos, pode haver necessidade de dar periodicamente doses de reforço, de modo a manter este nível alto. Há doenças em que, apesar de ser necessário um nível alto de anticorpos, o tempo de incubação é longo, permitindo que se faça uma dose de reforço mesmo depois do contacto com o agente infeccioso, se já passou demasiado tempo após a última dose de vacina, como é o caso do tétano.
 
Certas doenças têm um tempo de incubação muito longo, permitindo esperar que a memória imunológica entre em acção, e nesses casos não é necessária dose de reforço.
 
Esta memória imunológica vai também sendo activada por contactos fugazes com o dito agente infeccioso, quando a doença persiste na comunidade. Estes contactos funcionam como “lembretes” que vão reactivar esta memória. No entanto, quando a doença deixa de circular, por influência da vacina, a memória deixa de ter estes estímulos permanentes que a mantêm alerta, por assim dizer. A máquina de produzir anticorpos pode ficar um pouco “enferrujada” pela falta de uso, levando mais tempo a reagir. Por isso as autoridades de saúde mantêm uma grande vigilância sobre as doenças preveníveis por vacinas, para perceber se, a determinado momento, será necessário voltar a fazer doses de reforço.
 
Dra. Paula Valente
   Dra. Paula Valente
   Unidade de Infecciologia Pediátrica, Hospital de Santa Maria, Lisboa
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