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Rubéola

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A Rubéola é um dos cinco exantemas clássicos da infância (outros são a Varicela, Sarampo, Eritema Infeccioso e o Exantema Súbito). Era uma doença frequente e habitualmente benigna. Em Portugal devido à vacinação é actualmente rara.

A Rubéola é provocada por um vírus (Fam. Togavírus). É um vírus de RNA.

A Rubéola é moderadamente contagiosa e transmite-se de pessoa a pessoa por contacto ou por gotículas respiratórias. Os infectados com Rubéola são contagiosos 7 dias antes dos sintomas, até 14 dias depois do exantema (lesões na pele). É uma infecção especificamente humana.

Na Rubéola o período entre a exposição e o início dos sintomas (período de incubação) é de 14-21 dias.

Na criança a Rubéola é habitualmente benigna com poucas manifestações clínicas e cerca de 25-50% dos casos podem ser assintomáticos. As manifestações clínicas mais frequentes são as adenopatias cervicais.

Os sintomas gerais como o mal-estar, anorexia e febre não são muito marcados. Após dois dias surge o exantema que é generalizado e maculopapular. Na criança o exantema pode ser o primeiro sinal. Começa na face e progride para o pescoço tronco, membros superiores e inferiores. As lesões são habitualmente discretas.

As complicações são raras na criança. As mais importantes são as manifestações articulares, púpura trombocitopenica e doença neurológica.

Sindroma de Rubéola Congénita A infecção pelo vírus da Rubéola durante a gravidez pode levar à infecção do feto com alterações que podem ser muito graves como atraso de crescimento intra-uterino, cataratas, surdez e alterações cardíacas.

A clínica da Rubéola é inespecífica. O diagnóstico deve ser laboratorial, pela pesquisa de anticorpos. O prognóstico na criança é excelente e o tratamento é sintomático.

Vacinação - A vacina contra a Rubéola é de vírus vivo atenuado. A vacina contra a Rubéola é administrada no Programa Nacional de Vacinação numa vacina trivalente VASPR em combinação com a vacina da Parotidite (papeira) e do Sarampo. Presentemente, recomenda-se a 1ª dose da VASPR aos 12 meses e, a 2ª dose aos 5-6 anos, antes da escolaridade obrigatória.

Todas as mulheres grávidas devem realizar serologia para a Rubéola e as não imunes devem ser imunizadas após o parto. A amamentação não contra-indica a vacinação.

As reacções normalmente associadas à vacina contra a rubéola são ligeiras e ocorrem raramente: exantema, febre e adenomegália, 5 a 12 dias após a vacinação. Ocasionalmente, podem surgir artralgias transitórias nas pequenas articulações, entre 7 e 21 dias após a vacinação, especialmente em mulheres a partir da puberdade.

Dra. Graça Rocha
Consulta de Doenças Infecciosas
Hospital Pediátrico de Coimbra

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